quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Especialização: Edição em Jornalismo (Unisc)



Inscrições para o pós Edição em Jornalismo podem ser realizadas até o dia 14 de março.
Aulas se iniciam dia 9 de abril e têm duração de três semestres, em um total de 360 horas/aula




Se você é jornalista graduado, ou irá se graduar em 2010/1, e quer se
especializar na prática de edição, tem até o dia 14 de março para se inscrever
no curso de pós-graduação Edição em Jornalismo da Universidade de Santa
Cruz do Sul (Unisc).
O curso, cujas aulas se iniciam dia 9 de abril e têm duração de três semestres, em um total de
360 horas/aula, oferece a compreensão teórico-conceitual do que representa a edição em
jornalismo; em especial no que a função tem de viabilizadora do processo jornalístico como um
todo.
As disciplinas do Pós-graduação Edição em Jornalismo estão divididas em seis módulos, com
aulas ministradas por profissionais de reconhecida competência acadêmica e profissional.
O conteúdo engloba jornalismo impresso (jornais, revistas e design de capas, principalmente),
digital (webjornais, blogs, microblogs, infográficos), assessoria de imprensa; jornalismo
popular; rádio; imagens (telejornalismo, fotojornalismo, documentários e especiais para a
televisão), aspectos organizacionais (planejamento estratégico, aspectos jurídicos
administrativos e éticos) e seminários temáticos.
“O que se pretende, com isso, é elaborar uma compreensão o mais ampla possível desta
disciplina, que, mesmo sendo fundamental à prática jornalística, encontra-se praticamente
alijada dos currículos de graduação”, explica Demétrio de Azeredo Soster, coordenador
acadêmico do pós.
Os encontros, quinzenais, serão realizados no câmpus Santa Cruz da Unisc sempre à sextasfeiras,
das 19h15min às 22h15, e aos sábados, das 8 às 12 horas e das 13 às 16 horas.
Além da possibilidade de parcelamento do curso em até 24 parcelas, a Unisc oferece três
possibilidades de bolsa-auxílio: o Programa Voltares, para egressos da Unisc,com 10% de
desconto sobre o valor das parcelas; convênios com Sicredi VRP, Caixa, Bradesco e Banco
Real; e, finalmente, Programa Parceria Unisc.
Por esse viés, instituições, empresas, prefeituras e entidades de classe conveniadas podem
receber descontos nas mensalidades e nos produtos da universidade.
Maiores informações pela url http://www.unisc.br/pg/2010/cursos/edicao_jornalismo.html.
Você pode acompanhar as informações também por meio do twitter, pela
http://twitter.com/posedicao
Ou, ainda, pelo telefone (51) 3717.7300

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Matéria sobre Design gráfico cambiante (3ª ed.)

A Gazeta do Sul (Mix) publicou hoje uma matéria/resenha sobre a terceira edição do Design gráfico cambiante.
Seguem abaixo os links para as páginas do jornal.

Capa (pág. 20)
Página 22

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Trecho de Fahrenheit 451 (Ray Bradbury)

O trecho abaixo não tem muito a ver com aquilo que ando pesquisando nas narrativas distópicas. No entanto, achei interessante destacá-lo.
Montag é o personagem central do livro e nesse diálogo encontra-se refugiado da sua sua vida como bombeiro rebelde. Quem conversa com ele é Granger, uma das pessoas que ele encontra em sua fuga e que, noutros tempos, fora professor, intelectual e escritor. Na sociedade de Fahrenheit 451 isso não significa mais nada de relevante. Pelo contrário, torna-se um imperativo para a sua eliminação, para o exílio ou para a proscrição do sujeito.


- O que você deu para a cidade, Montag?
- Cinzas.
- O que os outros davam uns aos outros?
- Nada.
Granger parou ao lado de Montag, também olhando para trás.
- Todos devem deixar algo para trás quando morrem, dizia meu avô. Um filho, um livro, um quadro, uma casa ou parede construída, um par de sapatos. Ou um jardim. Algo que sua mão tenha tocado de algum modo, para que sua alma tenha para onde ir quando você morrer. E quando as pessoas olharem para aquela árvore ou aquela flor que você plantou, você estará ali. Não importa o que você faça, dizia ele, desde que você transforme alguma coisa, do jeito que era antes de você tocá-la, em algo que é como você depois que suas mãos passaram por ela. A diferença entre o homem que apenas apara gramados e um verdadeiro jardineiro está no toque, dizia ele. O aparador de grama podia muito bem não ter estado ali; o jardineiro estará lá durante uma vida inteira.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

A mídia num mundo distópico (texto publicado na Felafacs 2009/Havana)

O imaginário de uma época é impossível de ser alcançado ou descrito na sua totalidade. Temos pistas e indícios. Há registros das mais diversas formas que acabam servindo como indicadores das crenças, esperanças, medos ou ansiedades de determinados grupos. Um livro pode revelar a visão de um indivíduo sobre os temores de uma década. Mas pode ser um caminho para encontrarmos fragmentos de um imaginário ampliado. Tanto mais se percebermos que essas visões ou interpretações individuais se repetem e fazem surgir um conjunto razoável de registros que seguem olhares similares. Amplia-se a relevância desses registros quando eles se tornam um dos símbolos de um tempo ou lugar.

Já faz tempo que os meios de comunicação, e todas as relações de poder, assimilação tecnológica e produção estética intrínsecos a eles, têm sido considerados como um dos grandes motores da sociedade contemporânea. Credita-se, normalmente, à mídia uma capacidade muito grande de definir os contornos do nosso tempo. Encontramos em “Admirável mundo novo” a mídia relacionada com as grandes corporações produtoras de informação e entretenimento. Não se trata, porém, de um relato científico, de um apanhado sistematizado e quantitativo e baseado na realidade. É uma impressão, uma forma de ver que reflete questões importantes para entendermos como o futuro era pensado num passado nem tão distante.

Acesse o arquivo com o texto completo em PDF.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Criatividade aplicada

Filme para incentivar as empresas portuguesas a apostarem na criatividade. 
O filme conquistou Prata no Young Lions Portugal 2009. 
Criação: Bob Ferraz e Marcelo Melo.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Cartaz de filme: "Terminator: salvation"


Havia esquecido de incluir este cartaz na minha lista de grandes cartazes do ano.
É o velho golpe da imagem que parece uma coisa vista a partir de uma certa distância e que de perto revela outra, mas ficou bem feito, apropropriado, curioso e relevante.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

O melhor e o pior em logos de acordo com o Underconsideration (2009)

O site Underconsideration publicou uma lista com aquilo que eles consideraram o melhor e o pior em logos (criações e redesenhos) durante o ano passado.
Vale a pena dar uma olhada e ver o que eles consideraram como bom e ruim numa área tão abstrata e complexa em termos de julgamentos. Podemos até não concordar com todas as opções, mas na maioria dos casos indicados é possível entender e tirar algum proveito.

Bastardos Avatares

Bastardos Inglórios e Avatar aparecem como possíveis indicados a pencas de prêmios nesse início de 2010. Há conexões entre eles? Penso que sim.
Ambos usam clichês e estereótipos durante toda a trama. Em Bastardos esses clichês são usados ao modo já bem conhecido de Tarantino. São intencionais, fazem parte do seu universo criativo e se transformaram na sua marca mais perceptível. Vemos seus filmes, quase sempre, com a esperança de ver mais releituras, mais variações de violência, mais diálogos improváveis, mais Taratino, sobretudo.
Em Avatar os clichês são levados a sério. Tudo, também, é requentado. Mas tudo é para ser sério. As metáforas não são brincadeiras do diretor. Devem servir para nos fazer pensar. Mas como essa história já foi contada outras vezes, e em formas menos previsíveis, o que sobra de Avatar é entretenimento puro. Cinemão e nada mais. Ou como Aldous Huxley já previa lá no seu Admirável: cinema sensível. Cinema feito para os sentidos mais físicos do ser.
Outra coisa em comum: os militares norte-americanos. Em Bastardos esses militares são formados por um batalhão/gangue de judeus recrutados nos EUA e liderados por um sujeito de procedimentos éticos atípicos para um “verdadeiro” militar. Sua missão: matar nazistas da forma mais apavorante possível com o intuito de gerar pavor entre os militares alemães. Avatar tem os militares num papel, a princípio, de proteção aos grupos de extração mineral que estão em Pandora com a finalidade de explorar um metal muito precioso para os terráqueos invasores. O herói do filme, o homem que renasce entre os Na’Vi como uma espécie de guerreiro-líder- salvador é um fuzileiro americano paraplégico. Há entre os militares do mau o líder que tem uma grande cicatriz na cabeça, é impiedoso e parece ficar repetindo frases de George Bush o tempo todo. Ele é quem lidera a invasão e tentativa de destruição dos nativos de Pandora. O fuzileiro convertido em avatar Na´Vi e de coração valente acaba se tornando o grande líder de uma virada nessa luta entre invasores bem equipados tecnologicamente e nativos cheios de pureza, disposição, corpos perfeitos selecionados pela natureza deslumbrante e hostil de Pandora e conexões USB 3.0 com a sua natureza.
Sim, os EUA agora são mostrados como vilões, como invasores, mas a sua alma – representada pelo fuzileiro que aprende a lição da harmonia entre os Na’Vi – não foi corrompida. Basta haver um redirecionamento de energias e esse povo maravilhoso desempenhará outra vez seu papel para o bem da humanidade.
Em Bastardos os mocinhos agem de forma inescrupulosa, arrebentam cabeças com tacos de beisebol, arrancam escalpos, marcam testas com pontas de facas, torturam. Afinal, quem sentiria alguma pena de nazistas sofrendo. Eles merecem toda a violência possível, certo? Alguém ficou chocado ao vê-los agonizantes? Nesse ponto fiquei pensando numa possível armadilha de Tarantino. Nessa banalização toda da agressão ele não estaria nos mostrando como naturalizamos a ideia de que alguns podem sim ser vítimas de violência? Basta, apenas, que tenhamos em mente, que aprendamos o quanto uns são merecedores dessa violência e outros não. Até que ponto de conhecimento devemos ter para autorizarmos, sem revoltas, a agressão contra comunistas, traficantes de morros, fundamentalistas islâmicos, fuzileiros norte-americanos (ou imperialistas yankes!)?
As obras, felizmente, possuem significados abertos. Tanto mais interessante é essa obra quanto ela consegue abrir possibilidades de leituras. Avatar continua fazendo isso e cada vez me dou conta do quanto ele é superficial e ardiloso. Em Dança com lobos há, pelo menos, um final crível.
Bastardos não procura semelhança com o real. Se isso fosse a intenção seria até um deboche contra judeus e aliados. É um trabalho de Tarantino em todos os detalhes e, quem sabe, podemos tirar algo mais do que diversão e sangue na câmera.

domingo, 3 de janeiro de 2010

O fantasma de Eichmann


O século XX gerou vários fantasmas. Provavelmente nos lembraremos de criaturas como Hitler, Mao, Stalin e outros seres que nos fizeram duvidar da humanidade como projeto viável.
Os fantasmas mais assustadores, no entanto, são mais sutis. Eu voto em Eichmann, o oficial, o funcionário, o técnico, o burocrata a serviço do nazismo. O homem que organizava, calculava, exercia seu ofício com competência e ‘imparcialidade’. Credita-se a Eichmann a morte de uma quantidade absurda de pessoas em campos de concentração e outras formas de extermínio. Esse homem, quando foi julgado no início dos anos 1960, não mostrava ódio ou qualquer tipo de rancor pelas pessoas que zelosamente encaminhou para a morte.
Ele parecia mostrar clareza de seu papel e apenas o realizava com a maior eficiência possível. Sem amores, sem sentimentos supérfluos. Havia tarefas, objetivos, missões a serem realizadas e cabia aos administradores e técnicos a sua realização. Isso o torna menos culpado pelo seu papel na história do extermínio racionalizado dos nazistas?
A resposta dessa pergunta será sempre o dilema dos nossos dias. Será o nó ético das nossas ações no mundo que respira sistemas, processos, objetivos e eficiência. Quando não conseguimos mais sentir que parte somos dentro das organizações (sejam elas quais forem) e apenas realizamos, fazemos a roda girar, há o risco de já termos hospedado um pedaço de Eichmann em nossas vidas.
É pouco provável, mas não completamente improvável, que algum de nós comande e organize formas eficazes de extermínio de judeus, ciganos e anormais diversos para ganhar os dias, porém as formas contemporâneas de trabalho estão - principalmente nas empresas mais integradas ao mercado, mais lucrativas ou com formas moderníssimas de gestão - baseadas em emaranhados burocráticos que complicam, tornam difusa a nossa noção de “quem está ganhando efetivamente em cima do meu trabalho?”. Na verdade, tudo se encaminha para que esse tipo de questionamento não seja nem mesmo articulado. Fazemos bem feito o que deve ser feito. Ponto. Esperamos não sermos demitidos, ter algum avanço no plano de carreira ou termos alcançado metas de PPR.
O fantasma de Eichmann é o espectro do século XX sobre o XXI. Tanto pior ele se torna quando deixamos de temê-lo. O abismo é quando nos tornamos o próprio fantasma que deveria viver apenas nos piores pesadelos.