O texto não está disponível na web ainda e por isso não tenho como fazer um link para a leitura do dito cujo.
De qualquer forma, sugiro a leitura a todos. O texto fala sobre a relação entre educação, capital humano e desenvolvimento econômico em diversos países durante o período de 1960 a 1992.
Ioschpe nos chama a atenção para o fato de estarmos nos encaminhando para a consolidação do Brasil como uma potência econômica, no entanto, esse desenvolvimento não tem sido acompanhado por melhoras significativas na educação. Seremos e somos, nas palavras dele e com as quais eu concordo e faço coro, uma 'potência de iletrados'.
Lemos mal, escrevemos mal, calculamos mal e assim por diante. Um dado se destaca entre os tantos que o autor recupera. Se levássemos em consideração aquilo que se considera como um padrão aceitável em termos mundiais o conceito de sujeito alfabetizado, teríamos apenas 25% da população brasileira contemplada nesse patamar. Essa tal de alfabetização ideal significa considerar alguém que entenda um texto como o que está expresso na própria revista.
Defender a educação como algo estratégico, entendê-la como crucial para alcançaramos um desenvolvimento duradouro, com uma visão política madura e de longo prazo são parâmetros que não podem ficar colados a ideologias políticas de esquerda ou de direita. Devem ser privilegiados com ações bem elaboradas na qualificação dos currículos, na atração de bons professores, na avaliação constante de educadores e alunos e assim por diante. Bons salários, obviamente, são necessários e tanto melhor será se eles servirem de incentivo e forem destinados àqueles que fazem o melhor trabalho.
Já que não tenho texto desta semana, segue este de um ano atrás. A forma de pensar é a mesma e os dados são outros.
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quarta-feira, 14 de abril de 2010
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