terça-feira, 30 de novembro de 2010
O Biograma da Norwegian University of Life Science
A Norwegian University of Life Science possui uma curiosa identidade visual: ela é sempre viva, dinâmica, inconclusa.
O símbolo foi criado como um “Biograma” e todos os dias este símbolo apresenta uma disposição diferente na organização dos volumes dos círculos. O símbolo efetivamente tem vida e se parece com um organismo.
O sistema é baseado em 21 círculos com sete tamanhos possíveis cada. As mudanças dessas dimensões acontecem de acordo com a mudança das datas (há datas históricas para a universidade que já possuem símbolos específicos e são usados com propósitos comemorativos). Esse gerenciamento de volumes que se alteram pode ser observado numa espécie de site/programa que executa essa tarefa.
O sistema de identidade visual como um todo também é muito interessante.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Perec e o segredo
“Num banco não muito longe de você, um velho mumificado, imóvel, com os pés juntos, o queixo apoiado na extremidade da bengala que ele agarra com as duas mãoes, olha durante horas para o vazio diante de si. Você o admira. Procura-lhe o segredo, a fraqueza. Mas ele parece intocável. Deve ser surdo como uma porta, meio cego e paralítico. Ele nem sequer baba, não move os lábios, mal pisca. O sol gira em torno dele; talvez seu único cuidado consista em seguir a própria sombra; deve ter marcos há muito definidos; sua loucura, se for louco, talvez seja tomar-se por um relógio de sol. Assemelha-se a uma estátua, mas tem sobre ela a vantagem de poder levantar-se e andar, se quiser.” Georges Perec[1967]. Um homem que dorme. p. 48
...
O segredo oferece a opção. Dá aos não iniciados, aos não pertencentes, a dúvida. Dominar um segredo alheio e dominar uma fraqueza é ver além das paredes. Quem tem seus domínios mantidos, suas intimidades sob o seu próprio controle, não está à mercê de se tornar, portanto, um ameaçado pelo controle civilizador. É, antes, o risco, a dúvida, a possibilidade do descontrole, e isso não está em concordância com a ideia de previsibilidade da sociedade. O sujeito senhor de si tem a opção de levantar, de permanecer. De ser uma estátua, um humano, o que bem entender, pelo tempo que desejar. Isso é ameaçador, isso é mais do que a liberdade alardeada pela transparência total oferece.
A ideia de que uma sociedade permeada pela transparência, pelo compartilhamento dos saberes, pelo equilíbrio dos poderes (individuais, institucionais, estatais etc.), pelo ser completamente visível gerará um mundo menos corrupto, mais pacífico, mais igualitário, mais humano (no sentido otimista do termo) é a materialização da noção de homem como dispositivo controlável e autocontrolável. A utopia baseada numa premissa de que “se estou sendo visto por todos” manterei a dignidade, a ordem e o bem agir é constituir o homem não como um fluxo descontínuo e pulsional, um ser animal em sua essência, mas significa constituí-lo como criatura possivelmente moldável, possivelmente componível. “Confiança é bom, mas controle é melhor”, esse ditado alemão antigo diz em poucas palavras do que somos feito. De descompassos, de intrigas, de humanidades indesejáveis a uma mundo que caminha desde os primeiros grupos para a sua autopreservação. A manutenção da vida deve ser mantida, não interessa a que preço. Toda a forma de descontrole é vista como insatisfatória e para evitar o imprevisível a instrumentalização dos procedimentos sociais contribui para a equação da vida em rebanhos.
...
O segredo oferece a opção. Dá aos não iniciados, aos não pertencentes, a dúvida. Dominar um segredo alheio e dominar uma fraqueza é ver além das paredes. Quem tem seus domínios mantidos, suas intimidades sob o seu próprio controle, não está à mercê de se tornar, portanto, um ameaçado pelo controle civilizador. É, antes, o risco, a dúvida, a possibilidade do descontrole, e isso não está em concordância com a ideia de previsibilidade da sociedade. O sujeito senhor de si tem a opção de levantar, de permanecer. De ser uma estátua, um humano, o que bem entender, pelo tempo que desejar. Isso é ameaçador, isso é mais do que a liberdade alardeada pela transparência total oferece.
A ideia de que uma sociedade permeada pela transparência, pelo compartilhamento dos saberes, pelo equilíbrio dos poderes (individuais, institucionais, estatais etc.), pelo ser completamente visível gerará um mundo menos corrupto, mais pacífico, mais igualitário, mais humano (no sentido otimista do termo) é a materialização da noção de homem como dispositivo controlável e autocontrolável. A utopia baseada numa premissa de que “se estou sendo visto por todos” manterei a dignidade, a ordem e o bem agir é constituir o homem não como um fluxo descontínuo e pulsional, um ser animal em sua essência, mas significa constituí-lo como criatura possivelmente moldável, possivelmente componível. “Confiança é bom, mas controle é melhor”, esse ditado alemão antigo diz em poucas palavras do que somos feito. De descompassos, de intrigas, de humanidades indesejáveis a uma mundo que caminha desde os primeiros grupos para a sua autopreservação. A manutenção da vida deve ser mantida, não interessa a que preço. Toda a forma de descontrole é vista como insatisfatória e para evitar o imprevisível a instrumentalização dos procedimentos sociais contribui para a equação da vida em rebanhos.
sábado, 6 de novembro de 2010
"A gente ama comunicação": ação para o Viva Unisc (turma de Dir. de Arte 2)
Por Taissi AlessandraNa próxima quinta-feira, dia 11 de novembro, acontece o Viva Unisc, ocasião em que a Universidade recebe alunos do Ensino Médio de toda a região, com o objetivo de apresentar os cursos oferecidos pela Instituição.
Este ano, o estande do Curso de Comunicação Social conta com uma ação super diferenciada, onde os alunos terão a oportunidade de se expressar de uma maneira muito divertida. Será distribuído um material especialmente desenvolvido para essa data e os estudantes terão a sua disposição diversos recursos, que serão utilizados para responder de maneira criativa a seguinte pergunta: "Por que comunicação?"
A resposta pode ser em forma de desenho, palavra, fotografia, recorte ou qualquer outra expressão. No final do dia será formado um grande mosaico, no qual estarão expostas as expressões dos alunos que passaram pelo estande durante o evento. Além de deixar sua expressão registrada, o aluno ainda receberá um exemplar do mesmo material, contendo informações sobre o curso, para levar para casa.
A ação está sendo planejada pela turma de Direção de Arte II, coordenada pelo professor Rudinei Kopp, e conta com a participação de todos os alunos da Comunicação.
Para saber mais é só acompanhar a hashtag #AGenteAmaComunicacao no Twitter, ficar ligado no que o pessoal do curso está postando e é claro, comparecer ao Ginásio de Esportes da Unisc no dia 11 de novembro para expressar o seu jeito de comunicar.
A gente AMA comunicação e você?
sábado, 30 de outubro de 2010
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Sabres e Utopias
Como o escritor peruano Mario Vargas Llosa foi definido, na manhã de ontem, como o Nobel de Literatura deste ano, resolvi postar essa capa que acho uma bela aplicação de uma metáfora visual.
Fica a homenagem e o exemplo de uso do recurso criativo sobre o qual tanto falo em sala de aula.
Fica a homenagem e o exemplo de uso do recurso criativo sobre o qual tanto falo em sala de aula.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Tempos de ufanismos
Santa Cruz está ritmo de festa. Passado o 20 de setembro, a Oktoberfest se aproxima e há cores nas ruas e praças. Este ano está havendo um especial empenho nessa questão das cores e até as floreiras da rua principal receberam o amarelo-vermelho-e-preto que fazem referência, obviamente, à bandeira da Alemanha. Há também as faixas penduradas nos arcos e o Túnel Verde está, portanto, tomado pelas três cores.
Isso causa certa curiosidade aos visitantes, orgulho a uns, agressão a mais tantos e indiferença a sabe-se lá quantos. Tenho a minha opinião sobre isso.
Sabidamente essa festa, a Oktoberfest, não tem relação histórica com os antepassados alemães que para cá vieram lá pelo século XIX. Foi uma festa inventada ali pelo começo da década de 1980 com o propósito de substituir a Fenaf – a Festa Nacional do Fumo – que já começava a parecer meio esquisita como festa. Como havia o parque, a colonização alemã e as possíveis relações com a festa de Munique, a disposição de fazer uma festa turística e assim por diante, foi lançada a Oktoberfest e assim é até hoje.
Sinceramente, nem me interessa se a festa tem algum traço de autenticidade ou não. A Oktober é uma festa turística, uma grande quermesse (isso sim tem a ver com o que se faz há décadas), muito chopp, comilança, pegação, música sertaneja, bandinhas, uma feira comercial e, talvez, um pouco mais ou um pouco menos.
Se entendermos assim, como uma festa para atrair gente, chamar a atenção para a cidade e movimentar o comércio e afins, está tudo bem. O problema é quando isso ganha status de expressão cultural e começamos a associar nosso orgulho e nossos ímpetos patrióticos às cores da bandeira alemã como algo sério.
Para o bem ou para o mal, não somos a Alemanha. Se fôssemos, muita coisa seria diferente. Teríamos bons serviços públicos para a maioria da população (coisas como transporte público, educação, saúde etc.), segurança pública, um trânsito organizado e com motoristas conscientes. Por outro lado, pagaríamos mais impostos, as leis seriam aplicadas a todos, comeríamos menos carne, nem poderíamos dirigir embriagados depois da Oktober e pencas de políticos nem poderiam se candidatar por conta de suas carreiras medonhas. Poderia, enfim, ser mais chato, mais complicado, não é?
Não nos ufanemos com as cores. Por outro lado, não há porque se lamentar. Temos aqui o nosso jeito de viver que é inevitavelmente brasileiro. Podemos melhorar? Claro.
Parece-me que ter uma visão cultural que não seja segmentada é um bom começo. Fala-se muito em multiculturalismo, mas isso pode simplesmente servir como recurso para darmos vazão às tantas formas sectárias de cultura. Ou seja, um grupo “x” até reconhece a legitimidade da “alemoada” ou da “gauchada”, mas também quer uma fatia da verba pública ou dos patrocínios para as suas festas e manifestações igualmente apartadas e baseadas em passados inventados, idealizados e heróicos.
Questões:
a) Conseguimos viver sem essas identidades isoladas?
b) É possível termos uma visão e um agir mais cosmopolitas?
Isso causa certa curiosidade aos visitantes, orgulho a uns, agressão a mais tantos e indiferença a sabe-se lá quantos. Tenho a minha opinião sobre isso.
Sabidamente essa festa, a Oktoberfest, não tem relação histórica com os antepassados alemães que para cá vieram lá pelo século XIX. Foi uma festa inventada ali pelo começo da década de 1980 com o propósito de substituir a Fenaf – a Festa Nacional do Fumo – que já começava a parecer meio esquisita como festa. Como havia o parque, a colonização alemã e as possíveis relações com a festa de Munique, a disposição de fazer uma festa turística e assim por diante, foi lançada a Oktoberfest e assim é até hoje.
Sinceramente, nem me interessa se a festa tem algum traço de autenticidade ou não. A Oktober é uma festa turística, uma grande quermesse (isso sim tem a ver com o que se faz há décadas), muito chopp, comilança, pegação, música sertaneja, bandinhas, uma feira comercial e, talvez, um pouco mais ou um pouco menos.
Se entendermos assim, como uma festa para atrair gente, chamar a atenção para a cidade e movimentar o comércio e afins, está tudo bem. O problema é quando isso ganha status de expressão cultural e começamos a associar nosso orgulho e nossos ímpetos patrióticos às cores da bandeira alemã como algo sério.
Para o bem ou para o mal, não somos a Alemanha. Se fôssemos, muita coisa seria diferente. Teríamos bons serviços públicos para a maioria da população (coisas como transporte público, educação, saúde etc.), segurança pública, um trânsito organizado e com motoristas conscientes. Por outro lado, pagaríamos mais impostos, as leis seriam aplicadas a todos, comeríamos menos carne, nem poderíamos dirigir embriagados depois da Oktober e pencas de políticos nem poderiam se candidatar por conta de suas carreiras medonhas. Poderia, enfim, ser mais chato, mais complicado, não é?
Não nos ufanemos com as cores. Por outro lado, não há porque se lamentar. Temos aqui o nosso jeito de viver que é inevitavelmente brasileiro. Podemos melhorar? Claro.
Parece-me que ter uma visão cultural que não seja segmentada é um bom começo. Fala-se muito em multiculturalismo, mas isso pode simplesmente servir como recurso para darmos vazão às tantas formas sectárias de cultura. Ou seja, um grupo “x” até reconhece a legitimidade da “alemoada” ou da “gauchada”, mas também quer uma fatia da verba pública ou dos patrocínios para as suas festas e manifestações igualmente apartadas e baseadas em passados inventados, idealizados e heróicos.
Questões:
a) Conseguimos viver sem essas identidades isoladas?
b) É possível termos uma visão e um agir mais cosmopolitas?
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Cartazes da turma de Dir. de Arte I (2010/2 - UNISC)
Os cartazes acima foram desenvolvidos pelos meus alunos da turma de Direção de Arte I (PP/UNISC) deste semestre.
O trabalho consistia em aplicar figuras de linguagens à comunicação gráfica adequadas ao conto "O Evangelho segundo Marcos", de Jorge Luis Borges.
O conto serviu como enredo para o suposto filme e a ênfase do trabalho criativo deveria passar pela síntese da história através de elementos visuais simbólicos e marcantes. Cada dupla ou aluno achou uma forma de representar as sensações do belo conto de Borges.
Os alunos responsáveis, em sequência de acordo com a apresentação dos cartazes, são os seguintes:
Jonatas e Luciano; Júlia; Andrezza; João e Bira; Maurício e Rodrigo;
Josi; Gabriela; Etine; e Janice e Grasiela.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Arte Local III na Casa das Artes
ARTE LOCAL III
I. A exposição “Arte Local III” acontecerá durante o mês de outubro de 2010, com o objetivo de divulgar o trabalho dos artistas de Santa Cruz do Sul.
II. A Exposição será realizada no mês de outubro de 2010 (05 a 29 de outubro).
Montagem da exposição:
Dia 04 de outubro (a partir das 17:30h)
A montagem da exposição deverá ser feita pelos artistas participantes.
IV. Os trabalhos poderão ser colocados à venda, sendo de 10% a comissão para a Associação Pró-cultura.
V. Modalidades: pintura,desenho,gravura,escultura,cerâmica, fotografia.
VI . Será exposto um trabalho por artista.
VII. O trabalho não poderá ultrapassar a dimensão máxima de 80cm x 80cm, incluindo a moldura (pintura, desenho, gravura).
VIII . Contribuição para coquetel e banner :
Artistas associados: R$15,00
Não sócios: R$25,00
X. As inscrições deverão ser feitas e entregues na secretaria da Casa das Artes Regina Simonis até dia 25 de setembro juntamente com o trabalho a ser exposto (horário - 9:00 às 11:30 e das 14:00 às 17:00 horas)e a ficha de inscrição devidamente preenchida.
XI. A abertura da exposição será no dia 05 de outubro às 19:30h
XII . Retirada das obras : dia 30 de outubro pela manhã
Marcadores:
pró-cultura; evento; dicas
Assinar:
Postagens (Atom)







